No dia 13 de setembro, o mecenas HECTARE Critical TechWorks, juntou 28 colaboradores em Foz do Sousa, Gondomar, para uma ação de controlo de plantas invasoras.
Antes de passar para a ação, o grupo de Voluntários ficou a conhecer a problemática das plantas invasoras e a importância de as controlar em detrimento da qualidade do solo, da água e dos habitats prosperarem com a flora nativa, assim como abrigarem a fauna característica da região. Esta ameaça está bem presente no território e, numa área junto à margem do rio Sousa, desde maio 2023 tem sido realizado um esforço de controlo da espécie invasora sanguinária-do-Japão (Fallopia japonica).
O grupo aprendeu a identificar a invasora e dividiram-se pela parcela de forma a fazer uma batida ao terreno até à margem do rio. Surpreendidos com a profundidade que as raízes da espécie alcançam no solo, foram persistentes no arranque dos rizomas e da parte aérea da planta, colocando o material vegetal em sacos que serão encaminhados para um destino adequado.
Alguns Voluntários tinham estado na parcela quando participaram numa ação de controlo em setembro 2023 e notaram a diminuição da expansão desta espécie invasora. As ações de controlo estão a surtir efeito sobre a sanguinária-do-Japão. Estas ações consecutivas permitem igualmente monitorizar e estar vigilante para o aparecimento de novas espécies invasoras. Pois, nesta ação, também foram removidas plantas da invasora figueira-do-inferno (Datura stramonium) que surgiu na área, podendo atuar antes desta disseminar os milhares de sementes que pode produzir nos seus frutos (30.000 sementes/ano). Motivados para as tarefas em mãos, o grupo ainda se ocupou com outra invasora, que também está presente, a tintureira (Phytolacca americana), removendo primeiramente os frutos em plantas de maior porte e com o arranque do sistema radicular.
Finalizou-se assim a quinta ação de voluntariado envolvendo a Critical TechWorks, Mecenas HECTARE. Um grupo muito participativo que afirmou ter aprendido sobre a problemática e apreciou ter dedicado o seu tempo a agir sobre esta ameaça às espécies nativas.
A parcela intervencionada, agora com menos invasoras no solo, inclui plantas do género Polygonum, herbáceas nativas ripícolas que recuperam o seu território entre borrazeiras-pretas (Salix atrocinerea), amieiros (Alnus glutinosa) e freixos (Fraxinus angustifolia) presentes na margem do rio Sousa.
Muito obrigad@ a tod@s pelo tempo dedicado à floresta nativa.
FOTOS e reels | Créditos: ©2024CRE.Porto.malmeida; ©2024CRE.Porto.amourao;
Esta ação, desenvolvida no âmbito do FUTURO – projeto das 100.000 árvores na Área Metropolitana do Porto, foi organizada pelo Município de Gondomar e o CRE.Porto, em colaboração com os Amigos Moinhos de Jancido e contou com a participação do mecenas HECTARE Critical TechWorks. O CRE.Porto é uma rede de educação-ação para a sustentabilidade liderada pela Universidade Católica Portuguesa e pela Área Metropolitana do Porto. As árvores e arbustos (todos nativos) são provenientes do programa Floresta Comum e do Viveiro de Árvores e Arbustos Autóctones do FUTURO.